O primeiro filme tinha, pelo menos, princípio, meio e fim e isso ajudava muito a torná-lo aceitável. Este sofre da maldição das segundas partes de trilogias, mas essa justificação apenas desculpa uma parte dos seus males. Passa-se metade dos cento e quarenta e tal minutos a tentar desenrolar o fio a uma meada que tem como único isto como único substrato: Katniss Everdeen e companhia são contra os Jogos da Fome e deixam-se instrumentalizar contrafeitos por um Presidente Snow que os odeia e se diverte a idealizar formas de se livrar deles sem parecer demasiado culpado. Já tínhamos percebido isto no capítulo anterior. Passar uma hora a encher chouriços (que bem saberiam às multidões de figurantes famintos) com isto era escusado, mesmo para um universo da literatura "young adult" onde se depreende quase sempre que o leitor é um bocado estúpido e engole qualquer coisa cozinhada segundo a receita certa, muitas vezes com razão. Daí em diante, é a mesma extravagância "mata ou morre" que também já tínhamos visto e que se torna aborrecida logo nos primeiros minutos (Uau! Agora com babuínos!). O final queria-se bombástico e inesperado e talvez seja, mas apenas para quem for suficientemente ingénuo e/ou adolescente. Jennifer Lawrence continua a sua missão de provar ao mundo que será muito melhor pessoa do que atriz. Troque-se isto por Battle Royale, filme japonês adaptado de um romance que ou foi descaradamente plagiado por Suzanne Collins ou a autora passou pela tradução americana numa livraria e inalou vapores que a influenciaram a escrever uma história muito parecida.
Meh
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